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    Notícia de Sexta, 18 de Junho de 2010
    Novas regras para a TV por assinatura
    A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou na quarta-feira (16.06) a redação final do Projeto de Lei nº 29/07, que permite a entrada das operadoras de telefonia nesse mercado e cria cotas de programação nacional nos pacotes de canais pagos. Depois da aprovação inicial na CCJ, foi apresentado um recurso – depois retirado pelo autor – para que a proposta fosse votada pelo Plenário. Mas agora, com a aprovação da redação final em caráter conclusivo na CCJ, a matéria seguirá para análise do Senado. Unificação de regras O Deputado Paulo Lustosa (PMDB-CE), que relatou a proposta na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, explicou que a nova legislação unifica as regras do setor num mesmo documento. Hoje, a televisão por assinatura está sujeita a quatro regulamentos diferentes, dependendo da tecnologia usada para prestar o serviço. Lustosa destacou que a entrada das operadoras de telefonia nesse mercado vai trazer mais competitividade e menores preços. "Hoje, a lei do cabo proíbe que grandes operadoras de telecomunicações entrem nesse mercado de TV por assinatura e, como todo mundo sabe, esse mercado hoje não é só de TV por assinatura, é o que se chama de triple play, ou mercado dos combos, onde você compra TV por assinatura, telefonia fixa e internet em banda larga”, explica. Ele entende que, como essa nova norma, esses serviços poderão ser vendidos de forma combinada, “aumentando o número de empresas que oferecem esses serviços, provocando uma concorrência maior, mais serviço, mais qualidade e menores preços". Cotas nacionais A proposta também prevê cotas de programação nacional nos pacotes oferecidos pelas operadoras. Esse ponto gerou reação das empresas do setor. A Sky, por exemplo, encaminhou a todos os assinantes uma carta na qual critica as novas medidas, afirmando que elas vão encarecer as mensalidades. Lustosa rebate as críticas. "A cota para os canais internacionais que a Sky tanto reclama é uma cota de 3h30 semanais. Isso quer dizer dois filmes por semana. Se você pensar que a faixa de horário nobre é de cinco horas diárias, ou seja, em 35h por semana ele vai ter que colocar 3h30 de conteúdo brasileiro.” Para o parlamentar, isso não representa nenhum esforço. “Não é nenhuma impossibilidade e nem vai aumentar o custo de produção de qualquer canal de forma exorbitante a inviabilizá-lo. Não é esse nosso interesse e não foi esse o nosso propósito." Além da cota de programação para os canais internacionais, o projeto também prevê uma cota para o pacote. Um em cada três canais oferecidos deverá ser brasileiro. Fonte: Agência Câmara
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    Por Lindojon Bezerra às 12h42

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